Fala pessoal,
Eu estava dando uma olhada em uma comunidade de plastimodelismo no orkut e me deparei
com um tópico onde um membro criticava a copa do mundo e falava que aproveitava o tempo
para montar seus kits.
Entretanto, o tópico mudou o rumo e vários membros começaram a relatar suas angústias em relação às pessoas que não conhecem nosso hobby; aquelas pessoas que chamam o fruto de toda sua pesquisa, tempo, paciência, dinheiro e habilidade, de “aviãozinho”, “barquinho”, “carrinho”, “tanquinho” e, para terror de todos, o termo mais doloroso: “Brinquedinho”.
Eu sempre vejo esse tipo de tópico em fóruns, comunidades etc...
Há no ar, uma idéia, perdoem-me os colegas, mas arrogante, de que todos devem saber o que é plastimodelismo e apreciá-lo. Pura bobagem.
É estranho imaginar um grupo que se diz “acima da média cultural”, não possuir grandeza e até humildade, para reconhecer, em primeiro lugar, que nosso hobby ainda é algo estranho ao conhecimento geral da população. Não vou entrar aqui em divagações sócio-culturais sobre este fato, pois não é o objetivo deste texto.
Quero me ater ao fato de que o plastimodelista, diante de uma pessoa que desconhece o hobby, não deve tratá-la com descrédito. Ora, alguém é obrigado a conhecer nosso hobby e admirá-lo? Não. Nem por isso esta pessoa é “inferior”, como alguns querem fazer crer.
Existem muitos hobbys curiosos no mundo, muitos que fogem da nossa compreensão também.
Esta atitude, só prejudica a imagem do nosso hobby, fazendo com que cada vez mais ele seja “só nosso” e não de todos.
Não vamos esquecer que, nos primórdios, os kits tinham um público alvo bem definido: Crianças!
Eram sim, vendidos como um brinquedo. Talvez um brinquedo educativo pelas suas características, mas ainda sim um brinquedo.
Logo, perceberam que o público alvo havia mudado e com isso o enfoque do hobby mudou.
Acho muito saudável o espírito da pesquisa e do compromisso com a fidelidade histórica, afinal, trazem inúmeros benefícios, porém, tudo isso se esvai quando o modelista sobe no pedestal da “superioridade”.
Esta atitude e comportamento não possuem qualquer sentido. Aliás, discutir o sentido de um hobby, com o perdão do trocadilho, é algo sem sentido!
Além de plastimodelista, sou músico, e tenho certeza que muitos não veriam sentido em, por exemplo, pagar mais de R$ 20.000 em uma única guitarra...
Como mais uma forma de exemplificar, pensem na sensação que temos ao olhar uma pintura abstrata...creio que não preciso falar mais nada!
Desta mesma maneira, muitos podem não ver sentido algum em passar horas montando algo que depois “não voa”, “não faz barulho” e por aí vai.
Obviamente, seria lindo se todos admirassem nossos kits, ficassem maravilhados com o realismo dos desgastes e com aqueles detalhes que só nós sabemos que existem.
Não me incomodo de forma alguma com o desconhecimento e até descrédito, com que algumas pessoas tratam nosso hobby, afinal “cada um no seu quadrado”.
O importante é termos em mente que devemos respeitar todos e divulgar nosso hobby sem pressionar, sem essa falsa idéia de “superioridade”.
Acredito que a única coisa que podemos concluir disso tudo é que: Hobby só faz sentido para quem pratica.
Abraços!
Parceiros/Sponsors
Parceiros/Sponsors
terça-feira, 29 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
REVIEW - Amodel 1/144 An-74T
História
O An-74 (codinome COALER pela OTAN) é derivado do An-72 (avião que fez seu vôo inaugural em 22 de dezembro de 1977), avião produzido como substituto do An-26, transporte tático da força aérea soviética.
Esta variante trouxe a capacidade de operação em ambientes e condições climáticas hostis, como por exemplo em regiões polares, onde pode ser equipado com skis e sistema “anti-ice”.
O seu design inusitado tem um motivo: Melhorar a capacidade de sustentação, utilizando os gases do escapamento dos motores (A aeronave é equipada com motores “Lotarev D-36”) diretamente na superfície superior das asas (efeito COANDA), fazendo com que a aeronave seja certificada como “STOL” (short take-off and landing ou decolagem e pouso curto).
Esta variante fez seu primeiro vôo em 31 de agosto de 1977, mas a produção começou apenas em 1980.
Aproximadamente 7.5 toneladas de carga podem ser levadas por esta aeronave; carga esta, embaraçada pela porta traseira, que abre em forma de rampa.
Também pode transportar até 52 passageiros.
O preço de um Na-74, novo, em 2006 era de aproximadamente $17 a $20 milhões.
Esta aeronave foi usada por diversas forças aéreas, como por exemplo, Egito, Rússia, Peru, etc...
Também foi muito usada na aviação civil, por operadores como Aeroflot, Antonov Airlines, Air Armênia etc...
Características do avião:
Tripulação: 5
Comprimento: 28.07m
Envergadura: 31.89m
Altura: 8.65m
Área da Asa: 98.62m
Peso Vazio: 19.050T
Peso Máximo: 34.500T
Motores: 2 × Lotarev D-36 series 1A, 63.9 kN (14,330 lbf) thrust each
Performance:
Velocidade Máxima: 700 Km/h ( 435mph)
Velocidade de Cruzeiro: 550/600 Km/h (343/373 mph)
Teto operacional: 35.000 Ft
Alcance: 4,325 Km (2,688 milhas)
O KIT:
O kit da Amodel na escala 1/144 vem acomodado em uma caixa simples de papelão, com o conteúdo em um saco plástico.
Os decalques vem acomodados dentro do manual de instruções e não possuem “filme” de proteção, sendo recomendado, guardá-los com maior cuidado, caso o kit entre naquela longa lista de montagem da maioria dos modelistas.
O kit possui 64 peças, distribuídas em 7 árvores, e tem uma pequena folha de photo-etched.
A injeção do kit é um pouco irregular. Algumas peças são muito bem feitas, porém, em outras, há problemas com as linhas de painel, que precisarão de um pouco de atenção e um scriber, para serem refeitas.
Neste exemplar que eu recebi, não constatei marcas de ejeção nem rebarbas, o que eu acredito que se repita nos outros exemplares.
Trata-se de um kit simples, sem maiores detalhes e que pode agradar tanto ao iniciante, quanto ao modelista mais experiente, que procurar algo diferente para montar!
Comparando o kit com fotos, nota-se que as formas estão corretas, sem maiores problemas.
As transparências são um pouco opacas, precisando de um pequeno polimento para ficarem mais “cristalinas”.
O manual é de fácil compreensão e bem diagramado, além disso, traz informações de cores para tintas Humbrol, o que facilitará o trabalho do modelista que, poderá fazer a conversão de cores buscando tabelas pela Internet.
Um ponto contra é em relação à superfície do kit em algumas peças (asas principalmente), que não estão perfeitamente lisas, precisando de um pouco de lixa para acertar tudo.
Os decalques são bonitos, bem registrados e definidos, parecendo-me de boa qualidade.
Conclusão:
Este é um kit que representa uma aeronave esteticamente peculiar. Como todos os kits de fabricantes do leste europeu, não espere a qualidade de um Tamiya ou Hasegawa.
Porém, isso não desabona o kit, muito pelo contrário. Trata-se de um kit muito honesto pelo seu preço e que vale a compra, justamente por tratar-se de uma aeronave tão peculiar.
Levando-se em conta o seu uso em locais de condição extrema, podem surgir várias idéias para dioramas fora do usual!
Acredito que todos irão gostar do produto da Amodel.
Recomendado!



O An-74 (codinome COALER pela OTAN) é derivado do An-72 (avião que fez seu vôo inaugural em 22 de dezembro de 1977), avião produzido como substituto do An-26, transporte tático da força aérea soviética.
Esta variante trouxe a capacidade de operação em ambientes e condições climáticas hostis, como por exemplo em regiões polares, onde pode ser equipado com skis e sistema “anti-ice”.
O seu design inusitado tem um motivo: Melhorar a capacidade de sustentação, utilizando os gases do escapamento dos motores (A aeronave é equipada com motores “Lotarev D-36”) diretamente na superfície superior das asas (efeito COANDA), fazendo com que a aeronave seja certificada como “STOL” (short take-off and landing ou decolagem e pouso curto).
Esta variante fez seu primeiro vôo em 31 de agosto de 1977, mas a produção começou apenas em 1980.
Aproximadamente 7.5 toneladas de carga podem ser levadas por esta aeronave; carga esta, embaraçada pela porta traseira, que abre em forma de rampa.
Também pode transportar até 52 passageiros.
O preço de um Na-74, novo, em 2006 era de aproximadamente $17 a $20 milhões.
Esta aeronave foi usada por diversas forças aéreas, como por exemplo, Egito, Rússia, Peru, etc...
Também foi muito usada na aviação civil, por operadores como Aeroflot, Antonov Airlines, Air Armênia etc...
Características do avião:
Tripulação: 5
Comprimento: 28.07m
Envergadura: 31.89m
Altura: 8.65m
Área da Asa: 98.62m
Peso Vazio: 19.050T
Peso Máximo: 34.500T
Motores: 2 × Lotarev D-36 series 1A, 63.9 kN (14,330 lbf) thrust each
Performance:
Velocidade Máxima: 700 Km/h ( 435mph)
Velocidade de Cruzeiro: 550/600 Km/h (343/373 mph)
Teto operacional: 35.000 Ft
Alcance: 4,325 Km (2,688 milhas)
O KIT:
O kit da Amodel na escala 1/144 vem acomodado em uma caixa simples de papelão, com o conteúdo em um saco plástico.
Os decalques vem acomodados dentro do manual de instruções e não possuem “filme” de proteção, sendo recomendado, guardá-los com maior cuidado, caso o kit entre naquela longa lista de montagem da maioria dos modelistas.
O kit possui 64 peças, distribuídas em 7 árvores, e tem uma pequena folha de photo-etched.
A injeção do kit é um pouco irregular. Algumas peças são muito bem feitas, porém, em outras, há problemas com as linhas de painel, que precisarão de um pouco de atenção e um scriber, para serem refeitas.
Neste exemplar que eu recebi, não constatei marcas de ejeção nem rebarbas, o que eu acredito que se repita nos outros exemplares.
Trata-se de um kit simples, sem maiores detalhes e que pode agradar tanto ao iniciante, quanto ao modelista mais experiente, que procurar algo diferente para montar!
Comparando o kit com fotos, nota-se que as formas estão corretas, sem maiores problemas.
As transparências são um pouco opacas, precisando de um pequeno polimento para ficarem mais “cristalinas”.
O manual é de fácil compreensão e bem diagramado, além disso, traz informações de cores para tintas Humbrol, o que facilitará o trabalho do modelista que, poderá fazer a conversão de cores buscando tabelas pela Internet.
Um ponto contra é em relação à superfície do kit em algumas peças (asas principalmente), que não estão perfeitamente lisas, precisando de um pouco de lixa para acertar tudo.
Os decalques são bonitos, bem registrados e definidos, parecendo-me de boa qualidade.
Conclusão:
Este é um kit que representa uma aeronave esteticamente peculiar. Como todos os kits de fabricantes do leste europeu, não espere a qualidade de um Tamiya ou Hasegawa.
Porém, isso não desabona o kit, muito pelo contrário. Trata-se de um kit muito honesto pelo seu preço e que vale a compra, justamente por tratar-se de uma aeronave tão peculiar.
Levando-se em conta o seu uso em locais de condição extrema, podem surgir várias idéias para dioramas fora do usual!
Acredito que todos irão gostar do produto da Amodel.
Recomendado!


Marcadores:
review
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Tamiya 1/32 Spitfire Mk. VIII

Pessoal,
Novo lançamento da Tamiya...com certeza, mais um kit "state of art"!
Mais informações:
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Maestro Models
Pessoal,
Esta empresa é especializada em sets de detalhamento para aviões suecos!
Confiram:
http://www.maestromodels.com/
(Postado originalmente pelo usuário "X-cão" no fórum Webkits)
Esta empresa é especializada em sets de detalhamento para aviões suecos!
Confiram:
http://www.maestromodels.com/
(Postado originalmente pelo usuário "X-cão" no fórum Webkits)
terça-feira, 22 de junho de 2010
Plasticompras no Twitter!
Pessoal,
O blog agora está no twitter também!
Quem quiser acompanhar...é só add lá!
https://twitter.com/Plasticompras
Abraço!
O blog agora está no twitter também!
Quem quiser acompanhar...é só add lá!
https://twitter.com/Plasticompras
Abraço!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Scale Model Kits e Plasticompras
Fala pessoal!!!
Venho, com muito orgulho, anunciar mais um patrocinador do blog: Scale Model Kits
Conheci a loja, procurando novos links para postar no blog. Fiz um contato por email e fui muito bem atendido pelo dono, o Sr. Oles Protsovskyy, que imediatamente mostrou-se solícito e interessado em divulgar a loja no Brasil.
Enfim, fiz uma compra e tudo correu certo. Postagem rápida, e o kit estava em casa dentro de 20 dias.
Os preços e o frete tem bons preços, podem conferir!
A loja é localizada na Ucrânia e é uma ótima opção para kits de fabricantes do leste europeu! Visitem a loja, pois tem muita coisa interessante!
O Sr. Oles enviou alguns kits para reviewe logo postarei no blog.
Particularmente, sou grande fâ destas marcas, que nos trazem kits bem fora do usual, um grande diferencial em relação aos fabricantes tradicionais.
Deixo aqui, meu agradecimento à ScaleModelKits!
http://www.scale-model-kits.com/
Marcadores:
parceiros
quarta-feira, 16 de junho de 2010
LuckyModel e Plasticompras!
Pessoal,
No intuito de melhorar as informações, divulgar e estimular nosso hobby, informo à vocês o nosso mais novo parceiro: LuckyModel.
Isto mesmo! A famosa loja virtual "LuckyModel", já conhecida da maioria dos moedelistas brasileiros, agora apoia o blog.
Para começar bem a parceria, assim que receber dos correios, postarei o review do novo EA-6B Prowler, da Kinetic, na escala 1/48, fornecido pela LuckyModel.
Obrigado à LuckyModel!
Marcadores:
parceiros
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Lançamento da SkunkModels
terça-feira, 30 de março de 2010
ELAGA 1/48 EMB-202 Ipanema e Entrevista com João Elaga!
Reviews:
http://www.webkits.com.br/news/templates/news.asp?articleid=440&zoneid=24
http://www.spruemaster.com/blog/index.php/2010/03/kit-review-elaga-148-embraer-emb-202-ipanema-0001/
Diante do lançamento do Kit do Ipanema, pela "ELAGA", e do impacto histórico deste lançamento, entrei em contato com o Sr. João, para uma rápida "entrevista".
Agradeço ao Sr. João, pela total colaboração e simpatia, desejando-lhe muita sorte na nova empreitada, que já entrou para a história do plastimodelismo no Brasil!
Agradeço ao Sr. João, pela total colaboração e simpatia, desejando-lhe muita sorte na nova empreitada, que já entrou para a história do plastimodelismo no Brasil!
Aos colegas modelistas, que tanto clamavam por uma fábrica de kits nacional, vamos comprar e prestigiar os kits da Elaga!
1- Primeiro, conte-nos um pouco sobre quem é "João Elaga", e sua ligação com o modelismo.
R: Meu nome é João Luís Pelogia Elaga,e desde criança eu já montava plastimodelos.
2- Você já trabalhava com aerógrafos. Fabricar kits era uma meta, ou foi algo que surgiu de forma inesperada?
R: Meu primeiro contato com um aerógrafo foi através de um ilustrador de uma agência de propaganda que precisa consertar o que ele usava para trabalhar,e não tinha como encontrar a peça danificada.Então eu brinquei com ele dizendo que ao invés de fabricar a peça,eu fabricaria o aerógrafo inteiro.
Foi quando a 25 anos atrás eu fundei a Lince Aerógrafos no quartinho que minha mãe usava para passar roupas.Adquiri na época,um pequeno torno mecanico de bancada e com ele comecei a fabricar as primeiras peças dos aerógrafos.Algum tempo depois,o espaço já não era suficiente e fomos para um lugar maior.Sempre com o pensamento no crescimento da empresa,fui investindo em novos equipamentos e hoje a Lince possui modernas maquinas CNC,que garantem qualidade e peças de reposição para atender o proprietário de um aerógrafo Lince.
Desde o início eu imaginava como conseguir fazer um kit de plastimodelo.Fiz várias tentativas com moldes de resina,moldes de madeira que depois eram pantografados para o alumínio,mas sempre com resultados que não atingiam aquilo que eu queria.Era nescessário investir em maquinas e ferramentas específicas para a fabricação dos moldes.
3- Conte-nos um pouco sobre o processo de instalação de uma fábrica de kits, como por exemplo, de onde vem o maquinário, mão-de-obra etc...
R: Existem diversas maneiras de se fazer um molde,mas o basico é possuir frezadora,torno,eletroerosão,retífica,furadeiras,etc.O valor destas maquinas é muito grande.As minhas maquinas são de procedencia nacional,eu me recuso a usar maquinas chinesas,e digo porque:Os aerógrafos chineses que são meras cópias,quase encerram minhas atividades,eu só não fechei as portas porque eu abri mão de muitas coisas,pessoais até para conseguir terminar o Ipanema.
4- O primeiro lançamento de vocês, é o "EMB-202 Ipanema", porque este avião?
R: Porque escolhemos o Ipanema?Trata-se uma aeronave que faz parte da história da construção aeronautica no Brasil,e o primeiro avião no mundo a ser homologado para funcionar com motor a etanol.Veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer_Ipanema.
5- Conte-nos um pouco sobre o processo de desenvolvimento do kit, quem são as pessoas envolvidas, etapas etc. A Embraer ajudou de alguma forma?
R: Para o desenvolvimento de um kit,é preciso antes de qualquer coisa,pesquisar e conseguir o maior numero de informações que puder.Um modelo real é muito importante para isto.Depois é projetar o modelo na escala escolhida,para se determinar quantas peças que irão compor o kit,e quantos moldes serão nescessários.No caso do Ipanema foram 5 moldes.Feito isto,começa-se a modelagem 3D em programas específicos que irão gerar também o codigo NC para as maquinas.É um processo que de um dia para outro aparecem formas cada vez mais sofisticadas para se obter os moldes.
6- Constantemente, vemos alguns kits recebendo pesadas críticas por parte dos modelistas. Quais as dificuldades para fazer o kit? Por qual razão, alguns kits ainda são lançados com formas completamente erradas?
R: Eu diría que a causa mais provável de se ter kits com formas erradas,é a falta de informações do modelo real e depois as limitações técnicas que o plastico irá impor no momento da injeção.Um exemplo disto são os trens de pouso,no modelo real do Ipanema,os tubos do trem principal tem aproximadamente 35mm de diâmetro.Se for feito na escala correta,ele teria 0,7mm de diâmetro,o que tornaria impraticavel sustentar o modelo.
7- Todo o material empregado na construção do kit é nacional?
R: Sim, todo material usado na fabricação do kit é nacional.
8- Hoje, contamos com fabricantes de decalques, aerógrafos, tintas e agora kits, no Brasil.
O lançamento do "Ipanema" estava sendo muito aguardado e foi muito bem recebdio. Qual a sua perspectiva sobre o mercado de modelismo nacional?
R: Eu espero que as vendas melhorem,pois o que foi vendido até agora não cobre nem uma parte dos custos.
9- Algum outro kit, já está em processo de criação?
R: Já estamos fabricando os moldes EMB-312 Tucano 1:48 e em seguida será o VW Brasília 1975 escala 1:24.
10- Conte-nos um pouco dos planos para o futuro da "Elaga".
R: Para o futuro,teremos novos lançamentos de aerógrafos,pistola de pintura profissional e muitos outros kits,sempre de modelos reais fabricados no Brasil.
Para ilustrar a entrevista, o Sr. João, gentilmente, enviou algumas fotos da fábrica!
1- Primeiro, conte-nos um pouco sobre quem é "João Elaga", e sua ligação com o modelismo.
R: Meu nome é João Luís Pelogia Elaga,e desde criança eu já montava plastimodelos.
2- Você já trabalhava com aerógrafos. Fabricar kits era uma meta, ou foi algo que surgiu de forma inesperada?
R: Meu primeiro contato com um aerógrafo foi através de um ilustrador de uma agência de propaganda que precisa consertar o que ele usava para trabalhar,e não tinha como encontrar a peça danificada.Então eu brinquei com ele dizendo que ao invés de fabricar a peça,eu fabricaria o aerógrafo inteiro.
Foi quando a 25 anos atrás eu fundei a Lince Aerógrafos no quartinho que minha mãe usava para passar roupas.Adquiri na época,um pequeno torno mecanico de bancada e com ele comecei a fabricar as primeiras peças dos aerógrafos.Algum tempo depois,o espaço já não era suficiente e fomos para um lugar maior.Sempre com o pensamento no crescimento da empresa,fui investindo em novos equipamentos e hoje a Lince possui modernas maquinas CNC,que garantem qualidade e peças de reposição para atender o proprietário de um aerógrafo Lince.
Desde o início eu imaginava como conseguir fazer um kit de plastimodelo.Fiz várias tentativas com moldes de resina,moldes de madeira que depois eram pantografados para o alumínio,mas sempre com resultados que não atingiam aquilo que eu queria.Era nescessário investir em maquinas e ferramentas específicas para a fabricação dos moldes.
3- Conte-nos um pouco sobre o processo de instalação de uma fábrica de kits, como por exemplo, de onde vem o maquinário, mão-de-obra etc...
R: Existem diversas maneiras de se fazer um molde,mas o basico é possuir frezadora,torno,eletroerosão,retífica,furadeiras,etc.O valor destas maquinas é muito grande.As minhas maquinas são de procedencia nacional,eu me recuso a usar maquinas chinesas,e digo porque:Os aerógrafos chineses que são meras cópias,quase encerram minhas atividades,eu só não fechei as portas porque eu abri mão de muitas coisas,pessoais até para conseguir terminar o Ipanema.
4- O primeiro lançamento de vocês, é o "EMB-202 Ipanema", porque este avião?
R: Porque escolhemos o Ipanema?Trata-se uma aeronave que faz parte da história da construção aeronautica no Brasil,e o primeiro avião no mundo a ser homologado para funcionar com motor a etanol.Veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer_Ipanema.
5- Conte-nos um pouco sobre o processo de desenvolvimento do kit, quem são as pessoas envolvidas, etapas etc. A Embraer ajudou de alguma forma?
R: Para o desenvolvimento de um kit,é preciso antes de qualquer coisa,pesquisar e conseguir o maior numero de informações que puder.Um modelo real é muito importante para isto.Depois é projetar o modelo na escala escolhida,para se determinar quantas peças que irão compor o kit,e quantos moldes serão nescessários.No caso do Ipanema foram 5 moldes.Feito isto,começa-se a modelagem 3D em programas específicos que irão gerar também o codigo NC para as maquinas.É um processo que de um dia para outro aparecem formas cada vez mais sofisticadas para se obter os moldes.
6- Constantemente, vemos alguns kits recebendo pesadas críticas por parte dos modelistas. Quais as dificuldades para fazer o kit? Por qual razão, alguns kits ainda são lançados com formas completamente erradas?
R: Eu diría que a causa mais provável de se ter kits com formas erradas,é a falta de informações do modelo real e depois as limitações técnicas que o plastico irá impor no momento da injeção.Um exemplo disto são os trens de pouso,no modelo real do Ipanema,os tubos do trem principal tem aproximadamente 35mm de diâmetro.Se for feito na escala correta,ele teria 0,7mm de diâmetro,o que tornaria impraticavel sustentar o modelo.
7- Todo o material empregado na construção do kit é nacional?
R: Sim, todo material usado na fabricação do kit é nacional.
8- Hoje, contamos com fabricantes de decalques, aerógrafos, tintas e agora kits, no Brasil.
O lançamento do "Ipanema" estava sendo muito aguardado e foi muito bem recebdio. Qual a sua perspectiva sobre o mercado de modelismo nacional?
R: Eu espero que as vendas melhorem,pois o que foi vendido até agora não cobre nem uma parte dos custos.
9- Algum outro kit, já está em processo de criação?
R: Já estamos fabricando os moldes EMB-312 Tucano 1:48 e em seguida será o VW Brasília 1975 escala 1:24.
10- Conte-nos um pouco dos planos para o futuro da "Elaga".
R: Para o futuro,teremos novos lançamentos de aerógrafos,pistola de pintura profissional e muitos outros kits,sempre de modelos reais fabricados no Brasil.
Para ilustrar a entrevista, o Sr. João, gentilmente, enviou algumas fotos da fábrica!

Assinar:
Postagens (Atom)
























